NOTA:6/10
Por Caio Aquino
Após o icônico personagem dos videogames render mais de 1 bilhão à Illumination, o estúdio recebeu sinal verde para expandir o universo com uma das sequências mais famosas do encanador em “Super Mario Galaxy”.
A Nintendo faz uma aposta ainda mais ousada nesta continuação de “Super Mario Bros.”, buscando manter o sucesso do filme anterior enquanto amplia seu universo para futuras produções, atraindo tanto fãs antigos quanto novos.
De fato, o longa funciona como uma verdadeira bomba de nostalgia para o público de longa data e como uma diversão imediata para as crianças. No entanto, o filme peca ao tentar se desenvolver como obra cinematográfica, apresentando uma narrativa que, embora dinâmica, muitas vezes parece existir apenas como ponte para a próxima referência.
Após derrotar Bowser e salvar o Brooklyn, Mario e seus amigos passam a enfrentar uma nova ameaça: Bowser Jr., conspira para dominar o mundo. Para detê-los, o grupo se vê obrigado a unir forças com Yoshi, formando uma aliança improvável diante do novo perigo.
A condução da história é acelerada, especialmente pelo viés cômico — uma escolha coerente com o público-alvo. As piadas, por vezes, funcionam apenas para as crianças; em outros momentos, atingem ambos os públicos; e, em alguns casos, simplesmente não funcionam.
Há situações em que o excesso compromete o efeito. Em determinado momento, uma mesma piada é repetida diversas vezes em um curto intervalo: na primeira, soa levemente divertida; nas repetições seguintes, perde força e passa a gerar uma sensação de cansaço — refletida até mesmo nos próprios personagens.
Dentro desse cenário, quem mais se destaca é Yoshi. Mais do que Mario e Luigi, o dinossauro traz frescor a uma narrativa que frequentemente repete elementos já conhecidos. Interpretado por Donald Glover, o personagem consegue se comunicar com o público mesmo tendo como única fala “Yoshi”.
Seu humor físico dita o tom de suas aparições, consolidando-o como o principal alívio cômico do filme desde sua introdução. Ainda que não desempenhe um papel central na trama, acaba se tornando o elemento mais marcante da produção.
Ao final, “Super Mario Galaxy” cumpre seu objetivo. Resgata o fã antigo ao revisitar o universo da Nintendo — não apenas o de Mario — e leva famílias e crianças ao cinema, que, mesmo sem contato prévio com a obra original, conseguem se conectar e se divertir com a história proposta.
O jornalista assistiu o filme a convite da Espaço/Z
Foto: Reprodução


