Nota: 8/10
Sete anos após Toy Story 4 (2019), o diretor Andrew Stanton dirige o novo filme da Pixar, marcando o retorno de personagens como Woody, Buzz Lightyear e a nova protagonista da franquia, Jessie. O longa desta vez, decide focar em um tema recorrente no cenário atual: a tecnologia.

Em 1995, Toy Story revolucionou a indústria cinematográfica ao se tornar o primeiro longa-metragem produzido com animação em computação gráfica 3D. Curiosamente, trinta anos depois, a história que já abordou temas como amizade e imaginação, agora debate sofre transformações tecnológicas dentro da própria narrativa, enfatizando a influência das telas, aparelhos eletrônicos e aplicativos na infância.
Andrew Stanton, roteirista dos últimos quatro filmes, assume a direção do longa e demonstra que ainda entende a essência da obra ao misturar a nostalgia dos personagens clássicos do estúdio com pautas contemporâneas.
Vale destacar a animação do filme, que consta movimentos fluídos, designs impressionantes e uma riqueza em detalhes que levam a um realismo excepcional graças a evolução técnica ao passar dos anos. Além da trilha sonora de destaque, com a inclusão da inédita música “I Knew It, I Knew You”, de Taylor Swift que funciona como uma ponte de gerações ás musicas clássicas dos filmes anteriores.
Sem abandonar elementos que definiram a franquia desde o início, como o humor e a aventura, o resultado é um filme que busca dialogar tanto com o público infantil quanto aqueles que acompanharam a saga desde os anos 1990.
Com destaque à nova protagonista Jessie, a trama acompanha os brinquedos enfrentando os desafios de não serem esquecidos pela dona Bonnie à partir da chegada de um novo personagem: um tablet chamado LilyPad, que representa como a tecnologia ocupa cada vez mais espaço no mundo infantil. Enquanto Woody e Buzz Lightyear continuam desempenhando papéis importantes, a narrativa utiliza
Jessie para conduzir os acontecimentos de um novo ponto de vista emocionante e um desenvolvimento marcante da personagem.
De certa forma, o conflito central gira em torno das mudanças nos hábitos das novas gerações. Porém a lição não é apenas competir pela atenção das crianças, mas compreender como o comportamento delas se transformou ao longo do tempo. Basicamente, a mensagem que o filme quer passar é como a nova geração vai utilizar dessa ferramenta, não como uma ameaça, porque depende do ser humano e da sua responsabilidade.
Dessa forma, a obra reforça que aquilo que é visto como ultrapassado não precisa ser descartado, só precisa de adaptação, o que sugere que tradição e inovação podem coexistir no mundo atual.
O repórter assistiu ao filme a convite da Espaço/Z
Foto: Reprodução
