O documentarista Dan Reed, diretor de Leaving Neverland, criticou a abordagem da cinebiografia Michael, estrelada por Jaafar Jackson. Em entrevista à Variety, Reed afirmou que o longa distorce fatos ao retratar acusadores como mentirosos.
Segundo o diretor, o filme encerra sua narrativa em 1988, antes das acusações de abuso envolvendo Jordan Chandler virem a público. Reed também criticou a representação de Michael Jackson, que, segundo ele, é retratado como uma figura idealizada, sem abordar aspectos controversos de sua vida.
Reed ainda respondeu a declarações do diretor Antoine Fuqua, que sugeriu que algumas acusações poderiam ter motivações financeiras. Para o documentarista, esse tipo de argumento ignora a complexidade do caso e reforça uma narrativa parcial.
Além das críticas, Reed confirmou que pretende acompanhar o julgamento das ações movidas por Wade Robson e James Safechuck contra o espólio do artista, previsto para novembro de 2026. Ele também afirmou que um terceiro projeto ligado à série Leaving Neverland está em desenvolvimento.
Mesmo diante da repercussão, Michael segue com forte desempenho comercial, tendo arrecadado mais de US$ 200 milhões em seu fim de semana de estreia e impulsionado o consumo da obra musical do cantor em plataformas digitais.
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