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“Casamento Sangrento 2: A Viúva” repete a fórmula e aprofunda o universo

NOTA: 7/10

Entre diversos longas de Hollywood que ganham continuações desnecessárias, “Casamento Sangrento 2: A Viúva” não aparentava ter um motivo para existir. Entretanto, o horror corporal exagerado, aliado ao tom cômico que marcou o primeiro filme, é aqui replicado ao nível de seu antecessor, enquanto o aprofundamento de temáticas que haviam ficado em aberto é desenvolvido de forma intrigante.

O longa acompanha Grace logo após os acontecimentos do primeiro filme. Traumatizada após seus “problemas” com os sogros, a personagem, vivida por Samara Weaving, passa a ser perseguida por diversas famílias de elite, cujas motivações ainda são desconhecidas.

Samara entrega, neste, uma atuação digna e à altura de seu trabalho anterior, com destaque para as cenas de maior desespero. É possível sentir na pele a situação claustrofóbica de vida ou morte, principalmente por conta de sua performance, mas também pela forma agitada com que os diretores Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett conduzem o longa.

Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett enfrentam o desafio de provar aos fãs do primeiro filme que há um motivo para a existência desta sequência. Entretanto, ao encarar a obra como arte, sua existência jamais foi necessária, assim como a de seu antecessor. A discussão, então, recai sobre a competência com que ambos entregam seu novo produto, que, ao final, consegue ser ainda mais consistente que o original.

Embora a repetição da fórmula seja executada de forma competente, o filme se destaca verdadeiramente ao se desvincular da dinâmica de pique-esconde e adentrar os mistérios que envolvem as famílias aristocratas que perseguem a protagonista.

Uma adição negativa da sequência é a irmã de Grace, Faith (Kathryn Newton), que, até a metade do segundo ato, é ofuscada pela atuação de Samara, além de protagonizar uma subtrama que, quando explorada, pode prejudicar a imersão no “pique-esconde demoníaco” que atraiu os fãs do primeiro filme.

A sequência, por fim, continua entretendo como uma diversão simples e bem executada que, apesar de algumas adições negativas, não compromete o conjunto. Para quem gostou do primeiro filme, este entrega tudo o que cativou os espectadores fiéis e ainda adiciona novas camadas à trama, mostrando que o universo é bem maior do que imaginávamos.

Caio Nunes Aquino

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